13-03-2011 15:43

Quando os primeiros colonizadores chegaram ao Brasil, a Mata Atlântica cobria uma área superior a 1,29 milhão km2, cerca de 15% do país, e estendia-se ao longo da costa brasileira, em áreas de 17 Estados. Hoje, estima-se que reste menos de 8% de sua área original, em situação crítica e rítmo acelerado de devastação. Considerada um dos mais importantes e ameaçados conjuntos de ecossistemas do mundo possui atualmente uma grande densidade populacional cerca de 100 milhões de brasileiros nela vivem, em mais de três mil municípios entre o estado do Ceará e o estado Rio Grande do Sul. Além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, a área original da floresta sedia também os grandes pólos industriais, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por nada menos de 80% do PIB nacional. . Sua área é mais longa do que a costa Atlântica dos Estados Unidos do Norte do Maine até as ilhas Keys na Florida. Em largura a mata Atlântica varia entre poucos quilômetros até160 quilômetros.

Mais de 50% de suas árvores são endêmicas (que só ocorrem neste local), o que a transforma na floresta de maior diversidade do globo, com diversidade maior que a Amazônia. Esta diversidade se deve a variedade de ambientes, ao relevo, que possibilita as chuvas orográficas,  (a região possue alta precipitação com valores de 2000 a 3000mm/ano, e conseqüentemente a umidade relativa do ar é extremamente alta de 65 a 100%) ao solo que é rico e a ciclagem de nutrientes extremamente rápida. As maiores áreas preservadas estão na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira (SP, RJ, MG, ES), principalmente devido a seu relevo acidentado de difícil ocupação humana. É enquadrada entre as "florestas tropicais"  junto a outras formações do mesmo gênero.

A Mata Atlântica reúne formações vegetais diversificadas e heterogêneas. À primeira vista, podemos distinguir três tipos de florestas, diferentes em sua composição e aspectos florísticos, mas que guardam, porém, aspectos comuns: as ombrófilas densas, com ocorrência ao longo da costa; semideciduais e deciduais, pelo interior do Nordeste, Sudeste, Sul e partes do Centro-Oeste; as ombrófilas mistas (Pinheirais) do Sul do Brasil.

Tão impressionante quanto a diversidade vegetal é sua diversidade de fauna, calcula-se que nela existam mais de 800 espécies de aves, 180 anfíbios e 131 mamíferos, incluindo o muriqui. Esse primata está em perigo de extinção e a União Internacional para a Conservação da Natureza - IUCN deve passar o muriqui da categoria "vulnerável à extinção" para a  de "criticamente  ameaçado. Outros amimais que vivem na mata Atlântica, com raras exceções, também estão com suas populações reduzidas.

O Muriqui ocupa matas ombrófilas densas da região costeira e também florestas semidescíduas do interior, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Segundo Aguirre, o hábitat preferencial do mono-carvoeiro se encontra em florestas entre 600 e 1800 metros de altitude. Pode ser encontrado habitando matas primárias e secundárias ao longo de sua área de distribuição. Embora persistindo ocasionalmente em condições subótimas, Brachyteles é capaz de explorar áreas florestadas bastante degradadas. 

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